A higiene ambiental faz parte do tratamento da rinite, especialmente quando existe sensibilização a alérgenos presentes no ambiente, como ácaros, fungos e animais domésticos. Mas é importante entender que não se trata de deixar a casa “esterilizada”. O objetivo é reduzir a exposição aos fatores que podem desencadear ou agravar os sintomas.
Entre as principais medidas estão:
- manter os ambientes limpos, arejados e com baixa umidade;
- evitar o acúmulo de poeira e objetos que funcionem como reservatórios de alérgenos, especialmente no quarto;
- preferir piso liso e lavável, em vez de carpetes e tapetes;
- lavar regularmente roupas de cama e cobertores;
- utilizar capas impermeáveis e adequadas para colchões e travesseiros, quando indicadas;
- evitar o uso de vassouras e espanadores, que podem suspender partículas no ar; a limpeza úmida é preferível;
- controlar infiltrações e umidade, reduzindo a proliferação de fungos;
- evitar exposição à fumaça de cigarro, inclusive a fumaça ambiental;
- quando houver alergia comprovada a animais, discutir individualmente medidas para reduzir a exposição.
Um ponto importante é que as medidas de higiene ambiental devem ser direcionadas ao perfil de cada paciente. Não há necessidade de retirar tapetes, cortinas, livros ou animais de estimação indiscriminadamente de todas as casas. A recomendação deve fazer sentido diante dos desencadeantes identificados.
Na rinite, não é preciso transformar a casa em um laboratório. É preciso entender o que desencadeia os sintomas e reduzir, de forma racional, essa exposição.
